Um dos assuntos mais discutidos nesse início de século é a pesquisa com células-tronco, um ato que enche de esperança incontáveis pessoas que sofrem de diversos males, tratada como um tesouro pela ciência, mas que ainda provoca a desconfiança da Igreja.
Células-tronco são de uma forma simplificada, aquelas que dão origem a outros tipos de células. São usadas para recuperar órgãos e tecidos que foram danificados por alguma doença ou trauma. Dentre os quais podemos destacar Mal de Parkinson, Alzheimer, traumatismo da medula espinhal, queimaduras, doenças do coração, diabetes.
Tais células podem ser retiradas de duas formas, adultas ou embrionárias, esta última a causa da discórdia entre Igreja e Ciência. As adultas podem ser retiradas do sangue, do fígado, da medula óssea, da placenta, cordão umbilical entre outros. Mas as embrionárias são retiradas do embrião humano e são consideradas pluripotentes, ou seja, podem produzir todos os tipos de célula do embrião.
A Igreja Católica, principal instituição contra esse tipo de pesquisa, juntamente com outros seguimentos religiosos, condena a pesquisa com células embrionárias por considerar o embrião um ser humano desde a fecundação, sendo assim fere a ética católica, da mesma forma que condena o aborto, pois destrói o embrião.
Diversas correntes científicas e até religiosas consideram que a vida surge num momento posterior a da gestação. Uma vez que a morte é considerada quando o cérebro para de funcionar, a vida deve-se ao início das atividades cerebrais no ser humano.
A partir do momento da fecundação, que ocorre nas trompas, as células passam a se multiplicar, sem nenhuma diferenciação ou “especialização”. Nesse período de multiplicação celular, o embrião se desloca ao útero (nidação) para fixar-se e a partir daí se desenvolver. Neste período de deslocamento, que dura cerca de 4 até 15 dias é que podem ser retiradas as células (tronco) – as pesquisas são realizadas por fertilização in vitro. Após a fixação no útero, o embrião desenvolve o tubo neural, que é a estrutura que dará origem ao cérebro e à medula espinhal.
Apesar de todos os protestos da Igreja Católica, em diversos países a pesquisa com células-tronco é permitida, inclusive no Brasil, mas com ressalvas, só são permitidas para fins de pesquisa e terapia desde que sejam embriões inviáveis ou congelados a mais de 3 anos e com o consentimento dos pais.
Como dito anteriormente, incontáveis pessoas têm esperança com essas pesquisas, e aguardam um final com benefícios para a humanidade como outros casos entre ética, fé e Ciência tiveram “rixas”, como exemplo, os transplantes de órgãos não eram bem vistos pela sociedade e até hoje não são aceitos por algumas religiões, a fertilização artificial também é outro caso que sempre gerou polêmica, pois alguns segmentos defendem uma concepção natural, já que os embriões são “escolhidos”.



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